domingo, 30 de novembro de 2008

O simples[mente] busco

Olhando assim
Percebo a mim em um estado contemplativo
Único e diverso
E não há nada mais belo
Que saber e ver se cumprindo
A naturalidade de existir

Desperta-me
No meio dos sons,
Da sensibilidade de ser simples
E da simplicidade de estar sensível
A toda esta ondulação
Tentando não dormir
Mesmo que um dia dormindo
Busco

Incansável, busco
A dimensão do Amor,
Que não usa artifícios ou máscaras,
Que não se disfarça de amores
No paradoxo da subjetividade rica e miserável
Não, a soma das partes nunca constituirá o Todo

Maravilhoso, puro, belo
Eu amo o simples
Porque carrega em si
Toda a complexidade de ser

Paula Nara Jacobini

2 comentários:

  1. é difícil ser simples. tem gente que passa a vida inteira tentando, só pra dizer que é natural e "não tá nem aí". nada menos natural.

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  2. Uma vez mais transeunte o Espírito do Mundo por estas paragens.

    Este Espírito também vê o belo na naturalidade de existir, o que considera uma dádiva divina.

    Outro ponto alto foi discorrer sobre o universo Amor, ali grafado como substantivo próprio, algo que, até hoje, ninguém conceituou satisfatoriamente. E isto num texto que tem o simples como foco.

    Sem dúvida abre caminho para o fecho com o paradoxo de sua complexidade (ou seria a simplicidade do complexo?).

    Abraços etéreos.

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