
Hoje eu tô com saudade de mim; saudade do que não me tornei, de quem serei ao final dessa realidade falsa e presunçosamente material.
Sinto falta da ausência do tempo em mim.
Hoje marco hora comigo para juntos, eu e meus eus, redescobrirmos a criatividade moribunda que descansa atormentada na minha infinitude (in)segura.
Hoje eu quero falar pra mim: fique atenta, menina, não deixe escapar as melodias que nascem no seu íntimo e vão parar - inquietas - nos seus olhos. O mundo quer corromper esses olhos, menina querida, não permita, porque sem a música da poesia, eu, mesmo com você, não viveria.
Paula Nara Jacobini 10/12/08
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirfiquei até emocionada...
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