sábado, 8 de dezembro de 2012

Me dá esse dom





A velocidade com que elas se configuram
No quadro negro dos meus pensamentos;
Um mundo de ideias, o mundo das ideias
Elas vêm, vão, ficam, sempre estão lá
Mexem-se, pulam, pululam
Formam formas, conceitos, consertos, concertos
Abstratos, concretos, congênitos
Todas essas são estas e o tempo todo estão
E querem sair por estes perigosos órgãos
Língua, lábios: humanos e perigosos que são
Controle essas vibrações, para que eu possa libertá-las

[...]

São lindas!
Palavras são metafísica
Signos que se movem fazendo ponte
Do Real para esta abstração
E vêm me trazer o gosto de contemplar
Em pequenas porções finitas
A Infinita grandiosidade dessa morada
Fonte de tudo
Traga-as para mim na ordem do teu sintagma
Para que meus perigosos órgãos não as
Manipule conforme a minha condição

Ah...! Me  esse dom?!

(Escrito em 2006)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Microcosmo (2007)


Da minha mãe nasci
Nas veias, urucum
No ritmo instintivo
Ego sum


Ai, ego sum em romantismo
Lamentos submetidos a paixões


Mas pode estar aqui a solução, ou não
Arrogante ego sum. Pobre da razão


Meu pai, meu gen, minha origem então
Que será já foi; não lá, nem depois
Aqui eu sou.


(Poema escrito em 2007, no auge da estupidez)