A velocidade com que elas se configuram
No quadro negro dos meus pensamentos;
Um mundo de ideias, o mundo das ideias
Elas vêm, vão, ficam, sempre estão lá
Mexem-se, pulam, pululam
Formam formas, conceitos, consertos, concertos
Abstratos, concretos, congênitos
Todas essas são estas e o tempo todo estão
E querem sair por estes perigosos órgãos
Língua, lábios: humanos e perigosos que são
Controle essas vibrações, para que eu possa libertá-las
[...]
São lindas!
Palavras são metafísica
Signos que se movem fazendo ponte
Do Real para esta abstração
E vêm me trazer o gosto de contemplar
Em pequenas porções finitas
A Infinita grandiosidade dessa morada
Fonte de tudo
Traga-as para mim na ordem do teu sintagma
Para que meus perigosos órgãos não as
Manipule conforme a minha condição
Ah...! Me dá esse dom?!
(Escrito em 2006)
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